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Região Centro à frente com projectos inovadores
 
A região Centro ocupa o primeiro lugar a nível nacional no total de incentivos no âmbito do QREN, com 33 por cento do total de investimento que engloba o Mais Centro – programa Operacional do Centro que apoia micro e pequenas e o Compete que apoia as médias e grandes empresas, de acordo com dados referidos por Alfredo Marques, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a propósito da representação da região na segunda edição do Portugal Tecnológico que está a decorrer em Lisboa, desde quarta-feira e termina hoje.

Em jeito de balanço, Alfredo Marques referiu ainda que «o interesse pelo que se faz em Portugal tem sido evidente ao longo destes dias». De todo o modo, considera que o dia de hoje será, provavelmente, o de maior afluência, salientando o facto de que um evento desta natureza mostra o que de mais relevante se faz em Portugal em termos científicos e tecnológicos, constatando que «a transferência do conhecimento se está a fazer e muito bem».

A prova são as entidades e empresas da região presentes no Portugal Tecnológico (num total de 14, que estão a apresentar produtos novos, como resultado da aplicação dessa transferência do saber. É o caso, por exemplo, do Instituto Pedro Nunes, com três empresas incubadas (WSBP, Take the Wind e a Active Space Tecnologies), todas elas empresas jovens que estão a desenvolver produtos na área da eficiência energética, no desenvolvimento de simuladores (cardíaco, do olho e do cérebro) parametrizáveis e que terão aplicação na área do ensino e ainda na transferência de tecnologia espacial para projectos simples do quotidiano, respectivamente.

O espaço reservado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro que assume o lema “A tecnologia já é tradição na região Centro”, para além do IPN, apresenta ainda outras “jóias da coroa”, como os institutos politécnicos de Coimbra (com projectos inovadores na área dos protótipos automóveis) e de Leiria (com o protótipo ESTG Cargo 2 – um avião ultraleve que pode ser utilizado na vigilância florestal ou marítima), ou ainda na área da mobilidade, com o Sistema Tobi, em que o utilizador pode controlar o software através da retina.

As universidades de Coimbra e de Aveiro são outros bons exemplos. O Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que está a apresentar as excelentes funcionalidades das espumas metálicas, ou o projecto de prototipagem rápida que pode ser aplicada na área da indústria, ou na da saúde, além de outros projectos. Já Coimbra, com o Departamento de Engenharia Mecânica, apresenta um equipamento inovador que permite uma revelação das impressões digitais, retiradas de superfícies em que os métodos tradicionais não resultam muito bem. O equipamento apresentado por Manuel Evaristo, bolseiro em pós-doutoramento em Engenharia de Materiais, permite melhorar a visibilidade da impressão digital, além de a poder conservar.

Os exemplos multiplicam-se o que levou Alfredo Marques a referir que é nos espaços em que as cinco regiões do país estão representadas que «se encontram os produtos e protótipos inovadores».

A região Centro é um bom exemplo, pela quantidade e qualidade dos seus projectos, alguns deles já premiados, além das empresas que resultaram de spin-off, como a Critical Software, a ISA, a Crioestaminal, a Genebox e que hoje já ultrapassaram as fronteiras nacionais.

Dotação de 40 milhões
para parques científicos
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional está a analisar as candidaturas que as universidades de Coimbra, Aveiro e da Beira Interior, assim como os institutos politécnicos, apresentaram para os Parques Científicos e Tecnológicos. Há uma dotação orçamental de 40 milhões de euros que permitirá alavancar um investimento global de mais de 70 milhões de euros. A propósito, Alfredo Marques referiu que o dinamismo empreendedor da região Centro é algo relevante, na medida em que «houve uma procura na ordem dos 127 milhões de euros».

Já no que diz respeito às candidaturas para infra-estruturas científicas e tecnológicas, verificou-se o mesmo dinamismo. Com uma dotação orçamental de 50 milhões de euros, o que permite avançar com 83 milhões de investimento, a procura foi também muito interessante, fixando-se nos 147 milhões de euros para 70 projectos.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4236&Itemid=135
 
Inserido em 12-10-2009
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