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Necessidade de afirmação dos Smart Rural Living Lab
 
O presidente da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) desafiou ontem os parceiros do Smart Rural Living Lab – “laboratório vivo” com vista à criação de um cluster de conhecimento no território de Penela – a criarem uma «estrutura de gestão adequada» para o sucesso do projecto. Augusto Medina elogia as potencialidades da rede, mas considera que ela padece de «um claro problema de afirmação».

Realçando que os “laboratórios vivos” «estão na moda», Augusto Medina espera que se tire proveito dos aspectos positivos, que é colocar a investigação, o desenvolvimento e a inovação “ao serviço” da comunidade, com resultados práticos na «realidade da população e no tecido económico e social».

No caso do Smart Rural, o modelo de sustentabilidade proposto baseia-se em quatro vectores: recursos naturais, desenvolvimento social e bem-estar, turismo e identidade, cidadania e empreendedorismo. Juntas neste projecto estão várias empresas e instituições, que ontem explicaram o contributo que podem dar na concretização de iniciativas.
Jorge Figueira, da Divisão de Inovação e Transferências do Saber (ex-GATS) da Universidade de Coimbra, destacou o projecto que pretende fazer a reconstituição histórica da população de Penela e lembrou que o município tem um papel importante no Ecossistema de Inovação (INOV C), que o professor universitário está a coordenar e no qual serão investidos 50 milhões de euros.

Recorde-se que o objectivo é conseguir com que em 2017, a região Centro esteja entre as 100 mais no ranking das regiões mais inovadoras da Europa, sabendo-se que, actualmente, é a segunda em Portugal.

Jorge Figueira adiantou que, no âmbito do INOV C, há 700 mil euros direccionados a projectos de desenvolvimento local e regional, podendo o Living Lab de Penela apresentar uma candidatura para aproveitar os recursos.

O Instituto Pedro Nunes (IPN) é outro dos vários parceiros do município neste programa de acção, com o seu vice-presidente Jorge Dias, a destacar a importância da Internet nas zonas remotas. E pode parecer impossível, mas o docente garante que, futuramente, até o pastoreio pode ser virtual, ou seja, basta ter tecnologia e tratar dos animais será uma tarefa possível de ser realizada a vários quilómetros de distância.

Ao longo da manhã de ontem foram apresentadas várias sugestões e lançados desafios, numa sessão encerrada pelo presidente da Câmara Municipal, que sublinhou a especificidade do Living Lab de Penela, pela diversidade de áreas a que se dedica, o que poderá contribuir para uma maior visibilidade do concelho, até a nível internacional.

O próximo passo será a constituição de uma comissão permanente com cinco/seis dos 15 parceiros, de que fará parte, certamente, a autarquia e a Universidade de Coimbra. Este grupo, explicou Paulo Júlio, vai reunir de dois em dois meses e os restantes irão encontrar-se duas vezes por ano.

Fonte: Diário de Coimbra
Edição: 28 de Abril de 2010
 
Inserido em 28-04-2010
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