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Investigadores da UC procuram genes da doença alérgica para terapias individualizadas
 
Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra está envolvido num projecto para identificar os genes preponderantes numa doença alérgica, para que, no futuro, o tratamento possa ser específico a cada doente.

Iniciado há um ano, e com os primeiros resultados já apresentados numa reunião internacional, o estudo dá sequência a outra investigação em que o grupo de Celso Pereira comprovou, em doentes e em modelos animais, haver uma reacção global do sistema imunitário às alergias, rompendo com o "dogma" cientificamente aceite de uma resposta local inicial e de outra mais tardia.

Segundo Celso Pereira, investigador nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e no Centro de Histocompatibilidade do Centro e coordenador deste projecto, "Estamos a tentar determinar quais os genes preponderantes numa doença alérgica, ainda que não haja doença alérgica, mas doentes alérgicos, portanto uma electividade para cada doente", o objectivo é que "o doente em si tenha um tratamento completamente individualizado face ao seu paradigma genético que está centrado nele próprio. Isso seguramente vai ser possível dentro de alguns anos".

Para o investigador, estes estudos de imunogenética avaliam a expressão dos genes que regulam muitos dos mediadores biológicos que estão presentes na alergia e, também, esses marcadores tímicos, da glândula timo, muito precoces da doença.

Celso Pereira está convicto de que a imunoterapia passará por uma revolução grande, que incluirá os perfis genéticos. "O que queremos é estratégias e modelos farmacológicos que possam actuar o mais precocemente no processo", explicou.

Sublinhou ainda que é isto que, depois das primeiras conclusões, tem estado a ser desenvolvido “com resultados francamente animadores”, o que abre perspectivas para uma abordagem diferente e mais específica de tratamento, que já é específico, mas que se pretende que seja mais ainda.

"Entendendo o perfil genético do doente será possível actuar de forma selectiva", realçou Celso Pereira, frisando ser desse modo que hoje se pode explicar que alguns doentes respondam muito bem a um tratamento que, à partida, é muito eficaz e outros doentes não.

O investigador refere que a sua equipa está já a trabalhar com alguns laboratórios internacionais interessados neste tipo de experimentação - embora nesta fase ainda não tenham sido estabelecidas parcerias - para salvaguardar os direitos da investigação e do eventual registo de uma patente.

Celso Pereira reputa de grande importância as investigações nesta área, porque as alergias são "uma doença civilizacional" que está associada ao progresso, nomeadamente a alterações do ambiente, climatéricas, de formas de estar, ou do uso de ar condicionado.

Fonte: Ciência Hoje
Edição: 18 de Maio de 2010
 
Inserido em 20-05-2010
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