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Instituto Pedro Nunes promove "Olheiro de Tecnologia"
 
Universidades e unidades de investigação da região centro juntaram-se para criar um “olheiro de tecnologia” que possa transformar em resultados os bons produtos para empresas que actuem na área da saúde.

“Visa passar ciência para o mercado. O principal objectivo é apoiar os processos que pegam em vários resultados de investigação e pretendem fazer com eles produtos na área da saúde que sejam competitivos”, declarou à agência Lusa Carlos Cerqueira, director de inovação do Instituto Pedro Nunes (IPN).

De acordo com o que explicou o representante do IPN, a noção de olheiro da tecnologia é uma das fases do processo, pois “é necessário dentro das universidades, dos centros de investigação, em colaboração com os investigadores, encontrar aquelas tecnologias que têm mais capacidade para chegar ao mercado, e que sejam produtos competitivos”. Deste modo, a intenção é identificar igualmente o mais cedo possível os potenciais produtos, registar patentes e assim proteger a propriedade industrial.

O denominado DHMS - Dinamização Regional de Actores na área do HealthCare & Medical Solutions, hoje apresentado em Coimbra, tem como promotores o IPN, a Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), e as universidades de Coimbra, Aveiro e Beira Interior.

O IPN, uma instituição de transferência de tecnologia dinamizada pela Universidade de Coimbra, será o coordenador do projecto, mas cada um dos parceiros terá equipas de profissionais em transferência de tecnologia que vão fazer o essencial do trabalho, e sempre que necessário recorrer a consultadoria especializada, nacional ou estrangeira.

Segundo Carlos Cerqueira, a área da saúde foi escolhida porque “é uma das maiores vantagens competitivas da região centro”. A região tem empresas que apostam cada vez mais neste sector, há unidades de prestação de cuidados de saúde de valor reconhecido, e as três universidades “têm investigação de excelência não só em saúde, como nas tecnologias de informação, materiais, robótica, que são aplicáveis em produtos da área da saúde”.

O director de inovação do IPN sublinhou ainda que os valores de facturação anual das empresas da região centro que têm produtos na área da saúde são da ordem dos 350 milhões de euros, pelo que se trata de um mercado importante que transforma esta região num “player” deste sector.

Com este “olheiro da tecnologia”, disse Carlos Cerqueira, “as empresas que já existem podem reforçar-se com novos produtos”, haverá empresas “que nascem para aproveitar resultados e que vão para o mercado”, e “se esta dinâmica for positiva, convincente e geradora de riqueza, então virão para cá empresas para aproveitar essa mão-de-obra, esse talento e os resultados de investigação”.

Fonte: Ciência Hoje
Edição: 17 de Junho de 2010
 
Inserido em 17-06-2010
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