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Coimbra: IPN recebe conferência intermédia do projeto ERMIS
 
Decorreu ontem, dia 15, no Instituto Pedro Nunes (IPN), uma conferência realizada no âmbito do programa ERMIS subordinada ao tema "PME's, Empreendedorismo e Inovação: O Papel das Políticas Locais de Inovação".

O ERMIS, de acordo com Philippe Chéreau, diretor do projeto e responsável da Câmara de Comércio da Riviera Francesa, "é um modelo de inovação que pretende ser eficaz na reprodução de sistemas de inovação, um sistema local e reproduzível de inovação, para transferir boas práticas de uma região europeia para outra". O objetivo passa por analisar sistemas locais de inovação e perceber como são desenvolvidos para depois os transferir.

O ERMIS congrega uma parceria equilibrada entre as autoridades regionais e locais públicas de 15 parceiros de nove países (Dinamarca, França, Grécia, Hungria, Itália, Holanda, Portugal, Roménia e Espanha). Algumas das partes envolvidas no apoio às pequenas e Médias Empresas (PME's) - tais como centros de inovação, câmaras de comércio e incubadoras de empresas - também são parceiras do projeto.

"Algumas destas nove regiões europeias abrangem elevada intensidade tecnológica, turística e cultural que vão permitir partilhar conhecimentos em várias áreas", referiu o diretor do ERMIS, que lembrou que é na Riviera Francesa que está o maior parque tecnológico da Europa - em Sophia Antipolis - havendo interesse em "comparar a nossa metodologia com a região Centro de Portugal. Estamos muito interessados nesse conhecimento para o levar para lá".

Por seu turno, Teresa Mendes, presidente da direção do IPN, um dos parceiros portugueses do ERMIS, disse que "vai ser transferido o nosso modelo de funcionamento e de desenvolvimento, muito próprio, da incubadora do IPN, ligada a laboratórios de investigação aplicada com forte ligação à universidade. A região de Sophia Antipolis pode estar interessada em transferir algumas metodologias que cá fazemos por termos o mesmo contexto de lá". É devido à metodologia do ERMIS que "temos provas de que o contexto de Coimbra é muito próximo ao de Sophia Antipolis".

Contudo, em Coimbra "o caminho para a inovação é feito pela universidade. Em Sophia Antipolis ainda é muito direcionado pelos políticos, em vez dos académicos. Queremos agora testar se os vossos fatores críticos de sucesso são aplicados lá", defendeu Phillipe Chéreau.

Já Paulo Júlio, presidente da Câmara Municipal de Penela, o outro parceiro português do ERMIS, referiu que a autarquia foi convidada pelo IPN para integrar o projeto. "Esta é a prova de que em Portugal esta terminologia complexa pode ser aplicada em Penela, um território rural, mas onde a inovação pode acrescentar valor. Temos de nos esforçar para democratizar este conceito de inovação em Portugal, porque não são só as grandes cidades que podem entrar", frisou.

O ERMIS - um dos 10 projetos selecionados entre 200 - foi possível graças ao Programa de Cooperação Inter-regional INTERREG IVC, financiado por fundos da União Europeia para o Desenvolvimento Regional e representa um investimento global no valor de 2 milhões e 300 mil euros, que Philippe Chéreau espera ter "um retorno muito grande para os sistemas locais de inovação e à volta das atividades dos parceiros".

 
Inserido em 16-06-2011
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