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Região francesa quer copiar modelo do IPN
 
A região de Sophia-Antipolis, em França, está interessada em ter o modelo de funcionamento do IPN ? Instituto Pedro Nunes, disseram ontem os responsáveis do projecto Ermis. «Foi decidido que o modelo vai ser transmitido aos restantes parceiros. O que funciona bem aqui deve funcionar bem lá», explicou Philippe Chéreau, director do Ermis e da Câmara de Comércio da Riviera Francesa, durante a conferência internacional onde foi apresentando o projecto, que envolve 15 parceiros de nove países diferentes e tem em vista a reprodução de modelos de inovação.
O responsável máximo pelo projecto Ermis, que em Portugal tem como parceiros o IPN e a Câmara Municipal de Penela, manifestou-se surpreendido com o modelo de desenvolvimento do IPN, que procura a inovação, assente em parcerias que incluem várias entidades, desde logo as universidades, o que não acontece em Sophia-Antipolis, cujo parque tecnológico, apesar de ser um dos melhores, é ainda dirigido pelos políticos. «Vamos tentar pôr todos a falar a mesma língua», afirmou.
Teresa Mendes, presidente da direcção do IPN, por seu lado, fala antes num «intercâmbio» de saberes e modelos de inovação e, admitindo que a região francesa «está interessada» em ter o modelo do IPN, considera, contudo, que a incubadora de empresas de Coimbra «também vai aprender» com o parque tecnológico francês e com os demais parceiros envolvidos no projecto.
Projecto que inclui também, a nível nacional, a Câmara Municipal de Penela, a convite do IPN, concelho rural, de pequenas dimensões, mas que pode dar o seu contributo para o desenvolvimento do Ermis. «A terminologia pode ser aplicada também a Penela, um território completamente diferente mas que, se bem alinhado, pode acrescentar valor», explicou o presidente da autarquia, Paulo Júlio, considerando que é preciso «democratizar o conceito de inovação», que não pode continuar meramente a ser visto como «hi-tec». E lembra que o pequeno território que dirige tem sido exemplo de boas práticas e a taxa de desemprego nos últimos seis anos diminuiu para metade, o que significa que tem sido feito um «caminho inverso» relativamente ao restante país.
Dois milhões e 300 mil euros é quanto tem o Ermis para se concretizar, mas esse valor pode ter um retorno bem superior para os sistemas locais de inovação, admite Philippe Chéreau. «O objectivo do Ermis é simples, é tentarmos quando investimos um euro ter daqui a cinco anos um retorno de dez euros», explicou. E até admite que o projecto pode ser uma ajuda para resolver a crise que, afirmou, «não se resolve em Bruxelas», mas em cada uma das regiões.

15 parceiros europeus na transferência de boas práticas
No Ermis agrupam-se nove regiões diferentes (Dinamarca, França, Grécia, Hungria, Itália, Holanda, Portugal, Roménia e Espanha) e 15 parceiros que, resumidamente, têm vindo a trabalhar no sentido transferir as boas práticas de uma região para outra. «O objectivo é analisar sistemas locais de inovação e ver como são geridos pelas agências locais para aplicar noutros locais», explicou o director, frisando que dos 200 projectos apresentados à União Europeia, apenas 10 foram seleccionados e um deles foi o Ermis, um projecto que, explica, é «inovador» porque desenvolve a sua metodologia a partir dos locais onde as boas práticas estão a funcionar. Dá-se particular atenção às pequenas e médias empresas e espera-se envolver responsáveis políticos locais e regionais na implementação das recomendações do Ermis, que serão elaboradas entre Março e Setembro do próximo ano. Como resultado, os responsáveis esperam o reforço da capacidade dos territórios parceiros para gerirem eficazmente os seus sistemas locais de inovação e apoiarem a inovação nas PME.

 
Inserido em 05-07-2011
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