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Investigadores da UC criam instrumentos para estimular aprendizagem de pessoas desfavorecidas
 
 Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um conjunto de instrumentos didácticos para promover, no espaço europeu, a auto-aprendizagem de pessoas desfavorecidas com mais de 50 anos, em áreas como a saúde, cidadania, finanças e educação.

Segundo a coordenadora Albertina Oliveira, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UC, o projecto "pretende aumentar a consciência das pessoas sobre o que fazem bem e o que precisam de melhorar para cuidar da sua saúde ou gerir as suas finanças, por exemplo".

O objectivo, acrescenta, "é ter pessoas seniores mais autónomas e mais interventivas em áreas estruturantes da vida quotidiana, de modo a que saibam cuidar de si".

As ferramentas didácticas foram desenvolvidas nos últimos dois anos, no âmbito do projecto PALADIN - Promover a Aprendizagem e o Envelhecimento Activo dos Seniores em Situações de Desvantagem que, além de Portugal, envolveu ainda instituições de Espanha, Bulgária, Grécia, Malta, Hungria e Suíça.

Durante este período, a equipa de investigadores efectuou entrevistas em centros de dia, lares de idosos, Centros de Novas Oportunidades (CNO) do distrito de Coimbra e em instituições de Lousada, parceiro do projecto, concelho onde se registam elevadas taxas de desemprego.

Albertina Oliveira considerou que era importante observar "como que é essas pessoas geriam a sua vida e onde é que tinham mais dificuldade", salientando que os instrumentos desenvolvidos foram testados e validados em "seniores" carenciados.

Os recursos adaptados criados e adaptados à realidade de cada país participante já estão disponíveis na Internet, de forma gratuita, para serem utilizados por pessoas interessadas e técnicos de instituições que trabalham com seniores desfavorecidos.

"Acreditamos que estes instrumentos didácticos serão de grande utilidade no dia-a-dia às pessoas, sendo acessíveis e sem restrições a quem os procurar ou aos técnicos das instituições", sublinhou a coordenadora do projecto.

Do projecto vai também resultar um Memorando de “Lições e recomendações para decisores políticos em matéria de aprendizagem ao longo da vida”, traduzido em 22 línguas.

Para Albertina Oliveira, esta iniciativa revela que "a tendência europeia vai no sentido de sensibilizar a classe política para a necessidade de criar estruturas e ferramentas que facilitem a aprendizagem e a participação activa das pessoas mais carenciadas e desprotegidas em áreas chave do quotidiano".

"A maioria dos seniores desfavorecidos não participa em actividades de educação e aprendizagem e há que inverter esta tendência. Há que promover a mudança de comportamentos, mas, para isso, os decisores políticos têm de entrever formas de ir ao encontro desta franja da população", alertou a investigadora da UC.

Fonte: Lusa, 12-07-2011
 
Inserido em 18-07-2011
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