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"Firetrack" desenvolvido em Coimbra para combater fogos em tempo real
 
 Um sistema de detecção de incêndios em tempo real, baseado em redes de sensores sem fios associadas a outras tecnologias de comunicação e gestão da informação, foi criado, em Coimbra, por uma parceria liderada pela empresa MediaPrimer.

Caracterizado como “um sistema inovador de detecção de incêndios em tempo real”, o “FireTrack” baseia-se em redes de sensores sem fios, comunicações por GSM (SMS) com os clientes e por TCP/IP com o servidor central e num sistema de gestão de toda a informação - segundo a empresa com sede em Coimbra.

“Ao detectar condições potenciais de incêndio, ou uma ignição, o ‘FireTrack’ comunica imediatamente a situação aos clientes do sistema, que poderão ser as autoridades competentes, o que vai permitir uma resposta mais rápida e, consequentemente, mais eficiente”, adiantou José Carlos Teixeira, CEO da MediaPrimer - Tecnologias e Sistemas Multimédia, que disse hoje à agência Lusa que os sensores consistem em “pequenas cápsulas de forma cilíndrica que se metem na terra”.

O sistema de detecção e/ou acompanhamento da evolução de fogos florestais prevê, nomeadamente, que os sensores entrem em alerta quando a temperatura é superior a 45 graus e que seja dado um sinal indicando a existência de fogo, capaz de activar os ‘sprinklers’ (aspersores de água), explicou.

De acordo com o professor catedrático da Universidade de Coimbra, o sistema é pensado para zonas de floresta, podendo ser usado em áreas em que é preciso fazer um perímetro de protecção, mas também em zonas habitacionais, confinantes com floresta, em que seja preciso proteger determinados bens.

Já testado em ensaios laboratoriais e no terreno, o "FireTrack" teve “resultados muito positivos e satisfatórios”, pelo que a solução entrará na fase de comercialização depois do Verão, referiu José Carlos Teixeira.

Financiada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com 400 mil euros, a solução foi desenvolvida no âmbito de uma parceria em que coube à MediaPrimer, “para além de todas as funções inerentes à função de promotor líder do projecto, o desenvolvimento do sistema central de gestão geo-referenciada da rede de sensores e de toda a informação do sistema”.

À empresa ISA - Intelligent Sensing Anywhere coube o desenvolvimento da rede de sensores sem fios que monitoriza continuamente a temperatura do ar, ao Instituto Pedro Nunes o desenvolvimento da infra-estrutura tecnológica de ligação da rede de sensores ao sistema de gestão central e à Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial o suporte científico na área dos incêndios florestais e realização de testes no terreno.

O sistema “promete ser uma preciosa ajuda contra o flagelo das chamas. Para além de permitir uma maior eficiência na detecção e nas operações de combate aos fogos, ao fornecer informação em tempo real, o ‘FireTrack - Fire Detection and Monitoring’ reduz os riscos de perdas humanas e materiais ao possibilitar uma reação imediata das equipas, evitando-se assim a propagação descontrolada do fogo”.

Fonte: Agência Lusa, 27/07/2011

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Inserido em 26-10-2012
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