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Realidade virtual pode ajudar crianças com autismo
 
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) criou um jogo de computador para estimular o desenvolvimento social de crianças com autismo e ajudar os médicos na avaliação clínica e monitorização da reabilitação.

A plataforma tecnológica engloba um capacete de realidade virtual ou óculos 3D e sensores de EEG (medidor de actividade cerebral), regista o comportamento de crianças durante o jogo e envia informação para um módulo on-line.
Segundo Marco Simões o jogo ensina a “cumprimentar, sorrir, identificar expressões faciais” e “para evoluir nos níveis do jogo, a criança tem de efectuar vários mecanismos de interacção social, acabando por interiorizá-los e transpô-los para o dia-a-dia”.

O objectivo “é que a criança possa, no conforto do lar e num ambiente que não lhe é hostil, realizar os exercícios e remotamente fornecer informação para o clínico que o acompanha”, explica o investigador do Departamento de Engenharia Informática.

Até agora, o sistema foi “desenvolvido e testado em sujeitos normais” mas “nos próximos meses começará a ser testado em crianças com autismo”, adianta o responsável ao Ciência Hoje.

“Apenas depois de ser validado na população autista poderá ser comercializado. Desta forma, apenas daqui a 1-2 anos será viável a sua implementação final”, acrescenta.

O estudo, orientado pelos docentes Paulo Carvalho, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, e Miguel Castelo Branco, do IBILI - Faculdade de Medicina, conta na sua validação com o apoio técnico da Unidade de Neurodesenvolvimento e Autismo do Hospital Pediátrico de Coimbra (coordenada pela Professora Guiomar Oliveira) e da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

A ideia para a nova plataforma tecnológica surgiu no âmbito da tese de mestrado de Marco Simões, que após alguma investigação bibliográfica da área se apercebeu de dois factores importantes: “a reabilitação social é eficiente em melhorar o dia-a-dia das pessoas com autismo” e “ambientes computadorizados têm uma melhor aceitação por esta população do que intervenções humanas”, explica o investigador.

Ao juntar estes “dois mundos”, o estudo “pode ser benéfico neste tipo de reabilitação”, sublinha.

Fonte: Ciência Hoje, edição de 09-11-2011
 
Inserido em 09-11-2011
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