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Reitor da UC defende maior financiamento para universidades
 
O reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva, defendeu hoje um maior financiamento para as universidades enquanto sector capaz de gerar riqueza e apelou à coesão como forma de ultrapassar as dificuldades.

“Enquanto nós, sector universitário, formos tratados muito bem em palavras, mas igual aos outros em orçamento não atingimos o ponto em convencer a sociedade de que deve apostar mais nos sectores que trazem a promessa de sair das dificuldades e menos nos que não trazem essa promessa”, afirmou o reitor, na tomada de posse do novo director da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC), Luís José Proença de Figueiredo Neves.
João Gabriel Silva deu o “exemplo relevante” dos transportes públicos como um dos “sectores muito consumidor de recursos e que geram sucessivos défices". Considera ainda que “as decisões políticas, tomadas ao longo dos anos, foram no sentido de investir nos transportes com dinheiro emprestado. Em contraste, o ensino superior, as universidades não têm empréstimos, dívidas, juros a pagar à troika ou quem quer que seja, mas têm um potencial de transformar o país”, sustentou.

O reitor considerou que a UC é “um exemplo de sucesso sem paralelo em Portugal na capacidade de gerar empresas” e disse que “a missão é simples: vencer a crise”.

O novo director da FCTUC, Luís José Proença de Figueiredo Neves, que liderava interinamente a instituição desde que João Gabriel Silva assumiu a reitoria, falou do “clima de grande instabilidade” que as instituições de ensino superior enfrentam. “As sucessivas regras do Governo penalizam a boa gestão, são em benefício da má gestão, porque tratam todos por igual, não distinguem quem faz um percurso positivo”, criticou.

O “verdadeiro carrossel do financiamento universitário e a instabilidade de regras” são outros factores que, disse, “impedem um planeamento e torna mais complicada a gestão” das instituições universitárias. Luís José Proença de Figueiredo Neves antevê que dentro de 15 anos a FCTUC tenha “metade do corpo docente reformado ou em vias de reforma”, alertando para a necessidade de “rejuvenescimento” do quadro.

“Entre 2000 e 2010, a FCTUC perdeu 16 por cento dos docentes e 35 por cento dos funcionários, mas isso não significou perda de qualidade, pelo contrário, estamos representados em alguns rankings internacionais, só que competimos na primeira divisão com orçamentos da terceira”, concluiu.

Fonte: Ciência Hoje, edição de 24-01-2012
 
Inserido em 25-01-2012
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