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Portugal alcança ouro em Campeonato Internacional de Robótica
 
Ana Figueiredo, Catarina Mendes, Paulo França, Rita Figueiredo e Tiago Caldeira venceram a categoria Expert Division na edição 2012 do Fire Fighting Home Robot Contest (FFHRC), no passado fim-de-semana, nos EUA.
“Conseguir superar a concorrência de todos os cantos do mundo já dá um significado especial, mas vencer a prova mais difícil e imprevisível demonstra a capacidade da equipa de encontrar um ambiente surpresa e conseguir superá-lo", afirma Tiago Caldeira ao Ciência Hoje.

A comitiva composta por alunos da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Coimbra faz parte do BeFree NewTech, um projeto que liga a robótica à terapia de pessoas com mobilidade condicionada.

Nesta 19ª Edição do concurso internacional FFHRC participaram 135 equipas, oriundas de sete países (EUA, Canadá, México, Israel, Indonésia, China e Portugal). O grupo português conseguiu obter uma medalha de ouro na categoria Expert Division, onde o robot teve de enfrentar um conjunto de obstáculos constituído por mobiliário diverso situado nos quartos e corredores até encontrarem os múltiplos ‘focos de incêndios’ simbolizados por pequenas velas.

Para Tiago Caldeira, o prémio "acaba por consolidar a ideia de que Portugal só necessita de acreditar nas suas capacidades para regressar ao seu máximo expoente”. Assim, a prestação da equipa foi “muito boa", no entanto "com melhores condições, poderíamos ter trazido ainda mais medalhas”, sublinha.
A exigência da prova contemplou, ainda, a obrigatoriedade do robot ser ativado por som, num local de saída arbitrário, usando obrigatoriamente água para extinguir os focos de incêndio, devendo retornar, no fim da missão, ao local de partida.

“Criar um robô para uma tarefa tão imprevisivel é muito complicado, pelo que o projecto foi tendo dificuldades desde o início. Depois, mais do que detectar múltiplos incêndios na casa, conseguir apagar quatro velas com apenas 50mL de água foi um problema complicado”, descreve o aluno da UC.

Ainda em Nova Iorque, a equipa portuguesa regressa a casa esta noite com orgulho na distinção obtida e 300 dólares ‘no bolso’ que servem “essencialmente para reduzir a despesa que os elementos do projecto tiveram de acarretar” para participar no concurso. “Infelizmente não houve apoios financeiros suficientes e, ao contrário do que acontece com os participantes de outros países, tivemos de nos auto-financiar”, explica Tiago Caldeira.

Fonte: Ciência Hoje, edição de 2012-04-03
 
Inserido em 09-04-2012
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